terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Idade do Ferro Antiga (África Meridional)


Idade do Ferro Antiga (África Meridional)
[Imagem da capa]

[Imagem da capa]









[Mapa destacando a região analisada]


Características das populações

Primeiro milênio da era cristã
Agricultura
Metalurgia 
Cerâmica
Aldeias semipermanentes (feitas de barro, pau-a-pique)
Negróide
Economia, povoamento, aparência física e língua diferenciadas
Subdivisões regionais
Variação estilística das cerâmicas
Século VIII suposta data terminal dos feitos da Idade do Ferro (em alguns locais)
onte: http://3.bp.blogspot.com/_0C1BxMYbeMo/SarOHpeYizI/AAAAAAAAAQ0/xLMK1AhS0xg/s1600-h/ferreiroscongo.jpg
Trabalho da forja com um fole de uma única peça em madeira com dois insufladores, com o mestre a aperfeiçoar um machado de dignatário.
Grupo Chondwe
 Região do Copperbelt
Séculos VI e X
Trabalhos com ferro e cobre
Cerâmica: bordas espessadas, motivos decorativos por fileiras de impressões triangulares alternadas, formando um ziguezague, zonas codiformes estampadas a pente delimitadas por largos sulcos.
Kampwirimbwe

Planalto de Lusaka

Século V

Cerâmica: espessamento maior, frequente dos bordos, decorações estampadas a pente é raro sendo essa substituída por desenhos entalhados

Estruturas de pau-a-pique desabadas (fornos para a fusão de ferro)

Fragmentos de ossos de gado

A metalurgia era bem desenvolvida





 
  Kalundu

Planalto de Batoka
Século IV até IX
Cerâmica: raros motivos de ziguezague impressos em falso relevo, tigelas com pronunciado espessamento interno da borda
Conchas de cauri (contato com comércio costeiro)
Menos de dois quintos eram de animais domésticos, significando uma continua caça
Ferro usado em objetos como barbeadores, pontas de flecha e teclas de sanza.
Cobre
 
  Cauri [conchas]; sanza [instrumento musical]
http://www.monnaie-romaine.be/sites/default/files/cauris.jpg




















quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Madagascar II

[Teorias do povoamento]

Teoria 1
Fenícios e Gregos em Madagáscar  
  • A. Grandidier afirmava que a ilha era conhecida pelos gregos e árabes pelos nomes de Menuthias, Djafuna e Chezbezat
  • Hoje, sabe-se que estes nomes provavelmente designam as ilhas de Pemba, Zanzibar e Mafia  

Teoria 2 Migrantes Judeus  
  • Joseph Briant defende que houveram duas migrações judaicas para a ilha
  •  Seus argumentos são baseados na comparação linguística hebraico – malgaxe 
  • Os argumentos de Flacourt  tem como ponto de partida a presença de nomes bíblicos, prática da circuncisão e proibição do trabalho no sábado  
 Problemas desta Teoria 
  • Os nomes bíblicos podem ser atribuídos aos convertidos ao islamismo
  • O sábado seria um dia proibido na cultura malgaxe
  • A circuncisão era comum em vários povos denominados “Exóticos”
 Teoria 3 
  • Segundo Grandidier todos os ancestrais malgaxes vieram do Sudeste Asiático, incluindo os negróides.
  • Temos certeza que ocorreram migrações provenientes da Ásia mas não há indícios do local exato  
     
Primeiros Imigrantes indonésios

  • Paleoindonésios e neoindonésios
  • O lugar de origem dos imigrantes é um mistério
  • Essa população já estava familiarizada com o uso dos metais
  • A cerâmica encontrada é pouco estudada

Os indonésios do primeiro século da era Cristã possuíam barcos capazes para realizar viagens de longa distância? 

Possíveis rotas

  • Java – Madagáscar          6000 Km – sem escalas
  • Índia meridional – Madagáscar          4500 Km (aproximadamente)
 Imigrações Africanas

  • A miscigenação afro indonésia pode ter se iniciado nas ilhas Comores ou no norte de Madagas
  • P. Vérin defende que os malgaxes de origem africana sejam povos Bantu
  • Os Bantu devem ter passado pelas ilhas Comores para chegar em Madagáscar
 [Observações]
Primeiramente, debateu-se o texto sobre o ensino de História Africana em sala de aula, bem como a importãncia da pesquisa sobre os vários temas desta; em seguida, o texto sobre Madagascar (ou Madagáscar).
Utilizou-se como apoio o seguinte mapa:
Fonte: http://purpleroofs.com/gay-travel-blog/2010/11/spicy-islands-zanzibar-and-pemba.html

Ainda, as acadêmicas inseriram imagens da animação homônima, cujas imagens não são utilizadas aqui por serem protegidas por direito autoral. Também se debateu o uso que a animação faz da Ilha e do imaginário geral sobre ela, aplicando uma dinâmica com parte da trilha sonora da animação (verificar aqui: http://www.youtube.com/watch?v=st2Xx6Q0rRw).

Referências Bibliográficas

Textos
OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática.
OLIVA, Anderson Ribeiro. A África não está em nós. A história Africana no imaginário de estudantes do recôncavo baiano.
VÉRIN, P. Madagáscar
Http://www.emdiv.com.br/pt/destaques/2147-madagascar-cultura-história-e-geografia.html. Acesso em: 13/06/12
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm
Acesso em: 04/06/12
Imagens
http://eportuguese.blogspot.com.br/2011/07/o-lado-mais-belo-de-africa-parte-1.html
Acesso em: 04/06/12
http://www.google.com.br/imgres?hl=ptBR&biw=1311&bih=646&gbv=2&tbm=isch&tbnid=jJpbQqJJpifStM:&imgrefurl=
Acesso em: 04/06/12
http://www.brunonogueira.net/madagascar/
Acesso em: 12/06/12
http://liberthai.blogspot.com.br/2009/04/rei-julian.html
Acesso em: 12/06/12
http://www.justmaps.org/maps/images/madagascar/madagascar-map2.jpg
Acesso em: 12/06/12
http://www.gracegalleries.com/Africa_Listings.htm
Acesso em: 12/06/12
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Madagascar I



Aspectos Gerais
4ª maior ilha do mundo
Localizada no Oceano Índico Meridional de frente a Moçambique
Situada sobre o Trópico de Capricórnio
Superfície: 587.041 Km²
Clima Tropical
Economia agrícola

 [Mapas]
 [Atual]

J. N. BELLIN
         1747





 
MALLET
1683





Aspectos Gerais – Primeiras Populações
As primeiras habitações datam do século V até o século XIII
As primeiras populações  seriam africanos e indonésios de antropologia negróide e mongoloide
A língua possui traços da fonologia indonésia
Os primeiros malgaxes a ocuparem a ilha já estavam familiarizados com os metais
1962 marca o início das pesquisas arqueológicas
Caracterizadas por raríssimos  fósseis humanos

 

terça-feira, 31 de julho de 2012

África em sala de aula - II


 Lei n° 10639-3
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.” [Grifou-se]

Obstáculos a ser enfrentados
* Visão estereotipada acerca da África
* Ausência do tema nos cursos de graduação
* Professores despreparados
* Livros didáticos deficientes
* Pouco suporte de pesquisa 
“O passado comunica o presente, o presente dialoga com o futuro.” 
Referências Bibliográficas

Textos  

OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática.

OLIVA, Anderson Ribeiro. A África não está em nós. A história Africana no imaginário de estudantes do recôncavo baiano.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.
htm. Acesso em: 04/06/12

Imagens.


http://eportuguese.blogspot.com.br/2011/07/o-lado-mais-belo-de-africa-parte-1.html. Acesso em: 04/06/12

http://neab-cefet.blogspot.com.br/2011/05/africa-brasil-um-outro-mundo-e-possivel.html

domingo, 29 de julho de 2012

África em sala de aula - I

Apresentação em seminário a partir do texto: OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos
bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/eaa/v25n3/a03v25n3.pdf, acesso em 18/06/2012.
Acadêmicas: Evelise Laube Neumann e Vanessa Soares de Castro.


Imagem da capa.

África: uma problematização escolar









Visões sobre a África
 
“A  África não é uma parte histórica do mundo. Não tem movimentos, progressos a mostrar, movimentos históricos próprios dela. [...] Aquilo que entendemos precisamente pela África é o espírito a-histórico, o espírito não desenvolvido, ainda envolto em condições de natural e que deve ser aqui apresentado apenas como no limiar da história do mundo.” (Hegel,  século XIX)

“Pode ser que, no futuro, haja uma história da África para ser ensinada. No presente, porém, ela não existe; o que existe é a história dos europeus na África. O resto são trevas [...], e as trevas não constituem tema de história.” (Sir Hugh Trevor-Hoper, 1963)

“A visão que se tem do Brasil e da América do Sul é que somos todos índios e pobres. A visão que se tem da África é de que também é um continente só de pobre. (Ex presidente LuLa, 2003)

Análise do Pensamento escolar




Mudanças

O blog está passando por mudanças para ampliar os temas em debate. Assim, inicialmente voltado à disciplina de História da Àsia e da África Contemporânea, hoje inicia uma nova etapa, abrangendo outros assuntos relativos a estas regiões.
Continua aberto a sugestões, críticas, dúvidas, postagens...
O título do blog é inspirado em uma sugestão do colega e amigo Filipe Ferrari, do Peplo Zine!, quando conversávamos sobre temporalidade histórica. Obrigada, querido!
Longe e perto não é apenas no sentido geográfico, mas temporal e cultural.
Em breve, serão publicados  temas de História "antiga" da África, e, posteriormente, Ásia.





Até mais!